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14/09/2021

POR  BEATRIZ ARAUJO
“Foi assim: Num tempo muito antigo, muito, houve uma noite tão comprida que pareceu que nunca mais haveria luz do dia”. Assim João Simões Lopes Neto abre a lenda “A Mboitatá”. Depois, conclui que tudo que morre no mundo se junta à semente de onde nasceu, para nascer de novo. Em “A Salamanca do Jarau”, o autor afirma que “Tudo que volteia no ar tem seu dia de aquietar-se no chão…”. Eis que o tão esperado dia do renascimento da cultura gaúcha chegou e, assim como João Simões, pelas mãos de um pelotense.

No dia 17 de agosto de 2021, quando o Brasil celebrou o Dia do Patrimônio Cultural, o governador Eduardo Leite anunciou o maior investimento em cultura da história recente do Rio Grande do Sul. São R$ 76.1 milhões do tesouro aplicados no patrimônio material e imaterial, contemplando uma série inédita de editais pelo Fundo de Apoio à Cultura, com a garantia de cotas sociais e regionais, além de grandes obras, manutenções e aquisições de equipamentos às mais de 20 instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) e fundações Ospa e Theatro São Pedro.

Durante o anúncio, ocorrido no Palácio Piratini, o governador lembrou de quando me convidou para assumir a Sedac, enfatizando a falta de recursos financeiros naquele momento, pela difícil situação fiscal do Estado. Entretanto, ali já existia a sinalização de que a cultura teria uma atenção muito especial, uma vez que, mesmo sem ser demandado, o governador recém-eleito já tinha anunciado a recriação da Sedac.

Também, reproduzindo sua prática quando prefeito de Pelotas, Eduardo Leite me acenou com a possibilidade de uma equipe eminentemente técnica. Nesse conjunto de trabalhadores e trabalhadoras da cultura convidados, ou mesmo reconduzidos, a partir de suas trajetórias e competências, tem a presença de praticamente todas as regiões do Estado; temos a representação indígena, negra, branca, LGBTQIA+; temos gente da academia e autodidatas também. Assim é nossa sociedade, plural e democrática. Esse caldo, resultante da diversidade, é o que nos fortalece, salienta o governador, que acredita fortemente na nossa capacidade de realização.

O Avançar na Cultura acontece, antecipando-se ao Avançar de tantas outras pastas que, em breve, terão seus anúncios, o que reforça a crença do governador Eduardo Leite na economia criativa. Já fizemos muito nesse período tão desafiador, desde a recriação da Sedac, alterações na legislação do Pró-Cultura, com redução na contrapartida dos patrocinadores e significativa ampliação do limite anual de isenção fiscal. Avançamos também nas legislações do patrimônio imaterial e Cultura Viva. A execução da Lei Aldir Blanc, de forma inédita, foi definida na 5ª Conferência Estadual de Cultura.

As parcerias viabilizadas em chamadas públicas tornaram possível o repasse de recursos a pessoas e coletivos até então invisibilizados, tornando nosso Estado um modelo que foi seguido por outros estados brasileiros. Sim, tenho muito orgulho do que construímos até aqui, de forma generosa, acolhedora, inclusiva, também combativa e potente.

Agora, nosso desafio é colocar as ações do Avançar na Cultura em prática. Para tanto, teremos que continuar focados, unidos, solidários, dedicados à missão que nos foi confiada. Acredito intensamente que sairemos vencedores e que a população gaúcha receberá um grande legado, materializado em políticas públicas e instituições fortalecidas.

Parafraseando João Simões Lopes Neto:
Nascido desse amor ardente e puro
Que tem cada um de nós à sua terra
Oh, Província do Sul! Aqui procuro
Sagrar-te o que por ti minh’alma encerra.
Avançar é preciso.
Avancemos!

Secretária de Estado da Cultura

 
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