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03/10/2019

  O deputado Edegar Pretto representou a bancada do PT na Sessão Solene em homenagem aos 30 anos da promulgação da Constituição Estadual, realizada na tarde desta quarta-feira (2), na Assembleia Legislativa. Falando em nome dos colegas petistas, o parlamentar recordou o período da redemocratização do Brasil, quando a carta magna do Rio Grande do Sul foi discutida, votada e aprovada pelo Parlamento gaúcho.

Edegar, que é filho de um dos deputados constituintes, Adão Pretto, falecido em 2009, recordou o que viu e aprendeu com o pai no período em que a Constituição estava sendo elaborada. “Herdei o trabalho, os bons exemplos e amizade que ele construiu com todos vocês, por isso, é com muita alegria estar aqui representando a bancada do PT, que inaugurou naquela legislatura, da eleição de 1986, a primeira bancada aqui na Assembleia Legislativa e a metade dela está aqui. Por isso faço minha homenagem a Raul Pont e a Selvino Rech que, junto com José Fortunati e Adão Pretto, formaram o quarteto da primeira bancada”.

A eleição e todo o debate da elaboração da Constituição, conforme contou Edegar, foi marcada por um tempo diferente, em que os deputados trouxeram a intenção de fazer grandes mudanças, de colocar na Constituição a representação de vários setores da sociedade gaúcha. “Era o tempo da luta pela redemocratização do nosso país, pela anistia, pelo fim da censura, pela liberdade da organização e de manifestação, pelo direito à greve, pelas Diretas Já. Momentos de grande participação da sociedade no debate constitucional em que tínhamos o sonho da oportunidade de dar aos ‘sem voz’ e ‘sem vez’ o direito à manifestação, reivindicação e inclusive de propor”, recordou.

O deputado observou que a bancada do PT trouxe para a Assembleia Legislativa muitos sonhos, mas parte deles não puderam ser incluídos na constituição estadual. Mesmo assim, a bancada votou, assinou, fez juramento de fidelidade, de respeito e de lutar pela sua efetividade. “Reconhecemos que tivemos muitas conquistas: a democracia passou a constar na constituição, consagrou a participação como princípio constitucional, posteriormente qualificado por emenda que previa a ampliação da consulta plebiscitária, estabeleceu mecanismos de garantia para as iniciativas populares no processo político legislativo e incorporou instrumentos fundamentais no controle da sociedade civil sobre o processo público, com os conselhos de direitos, fortaleceu o parlamento e estabeleceu diretrizes para a regulamentação do processo Legislativo”.

Emocionado, Edegar prestou uma homenagem ao seu pai, Adão Pretto. “Muitas passagens tive ao seu lado neste parlamento e algumas ficarão marcadas por toda a minha vida. Lembro do dia em que ele chegou com o rosto queimado pelo sol, entrou no elevador dos deputados e a ascensorista disse para ele que ele tinha que ir na fila dos visitantes porque naquele espaço só entrava deputado. O meu pai não ficou bravo. Ele disse: prazer, eu sou um colono deputado”. O deputado concluiu a sua fala, declamando um poema: “Adão Pretto e a sua gente fez uma grande família/ Quatro anos na Assembleia e quase 20 em Brasília/ Milhares de brasileiros seguiram a sua trilha, e no céu da nossa classe é mais uma estrela que brilha/ Poesia, gaita e trova/ Pro povo pobre avançar/ Fica tranquilo Adão Pretto/ A sua luta vai continuar”.

 
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