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22/08/2019

  A Assembleia Legislativa instituiu, na noite desta quarta-feira (21), a Frente Parlamentar de Prevenção e Combate à Obesidade Infanto-juvenil e Adulta, que será presidida pelo deputado Dr. Thiago Duarte (DEM). O objetivo, segundo o parlamentar, é promover a prevenção e estimular o tratamento precoce para evitar as repercussões negativas da doença. “Queremos congregar instituições, grupos e pessoas para pensar juntos a questão da obesidade em todos os seus momentos a começar pela infância, quando muitos hábitos são adquiridos”, ressaltou.

Ele anunciou que a Frente Parlamentar deverá realizar uma série de vistas a instituições em diversos municípios gaúchos para conhecer iniciativas no campo da prevenção, como as que envolvem alimentação saudável e ações de condicionamento físico, e ao mesmo tempo buscar alternativas para assegurar o acesso dos pacientes a todas as formas de tratamento. “Nosso propósito é discutir formas de prevenção e de tratamento precoce para que a pessoa obesa possa enfrentar essa situação e se sentir incluída”, apontou, lembrando que o preconceito é um fator que afasta os obesos do convívio social e até do mercado de trabalho.

Dr. Thiago enfatizou que a obesidade é um dos problemas de saúde mais graves do século XXI. A condição atinge cerca de 30% da população gaúcha, percentual superior ao registrado em nível nacional. Além disso, 63% dos gaúchos estão acima do peso e, em Porto Alegre, o percentual de obesos já é de 19%.

O presidente da Frente Parlamentar lembrou ainda que a obesidade é a porta de entrada para uma série de doenças, como diabetes, hipertensão, problemas respiratórios, impotência, infertilidade e problemas reumatológicos.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Marcelo Matias, alertou que tratar a obesidade com preconceito é a pior forma de encarar o problema, pois afasta o paciente do tratamento. Além de uma mudança de mentalidade e de hábitos da população, ele defendeu a ampliação dos recursos para enfrentar o que considera uma pandemia e do acesso ao tratamento para os pacientes do sistema público de saúde.

Já o superintendente do Grupo Hospitalar Conceição, André Cecchini, lembrou que as consequências da obesidade são mais marcantes nas camadas menos assistidas da população, que nem sempre conseguem atendimento. Para ele, é preciso ampliar a oferta de cirurgia bariátrica pelo SUS.

Na mesma linha, o presidente do Conselho Regional de Medicina, Eduardo Trindade, argumentou que a cirurgia não é a última alternativa de tratamento, mas a melhor para pacientes com Índice de Massa Corporal acima de 35. Ele apontou também que grande parte dos pacientes que lotam as emergências hospitalares apresentam doenças associadas à obesidade.

Representando a Secretaria Estadual de Saúde, Maisa Beltrame afirmou que o problema requer um “olhar amplificado”, uma vez que a doença tem motivação multifatorial. Revelou também que a pasta está trabalhando para aumentar a oferta de cirurgias pelo SUS.

O lançamento da Frente Parlamentar foi prestigiado por profissionais das áreas da saúde e da educação, por representantes de instituições e entidades que atuam na defesa dos direitos de pessoas com obesidade e por pacientes que realizaram cirurgias bariátricas.

 
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