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21/08/2019

  O deputado Eduardo Loureiro (PDT) destacou, no Grande Expediente da sessão desta terça-feira (20), os 60 anos de atividades do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da UFRGS. O pioneirismo do então governador Leonel Brizola, que, em 1958, lançou os alicerces da administração pública, contou com a colaboração e empenho do então reitor da UFRGS, Eliseu Dambrós Paglioli, e do economista Pery Pinto Diniz da Silva, todos responsáveis pela construção do CEPA e suas vertentes, como a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos do Estado, a Fundação de Economia e Estatística e o Conselho Regional de Administração, além dos diversos cursos de administração.

Da tribuna, Eduardo Loureiro recorreu aos registros históricos da origem do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da UFRGS, o CEPA. Ex-estudante de administração da UFRGS, Loureiro lembrou da célebre frase do escritor Monteiro Lobato – “Um país se faz com homens e livros” – para resumir o espírito dos precursores que apostaram na educação superior pública no Estado.

Na segunda metade do século passado a administração pública engatinhava, impulsionada pela regulamentação da atividade no país, sob a presidência de Juscelino Kubitscheck e do seu plano 50 anos em 5. No Rio Grande do Sul, Leonel Brizola impulsionava os mutirões de obras e serviços com o slogan Educação e Desenvolvimento Econômico, ações que exigiam técnicos qualificados tanto para a gestão empresarial quanto governamental. Juntos, JK e Brizola conjugavam os mesmos verbos, planejar, gerenciar e executar, as bases definidas por um dos gurus da administração mundial, o americano Willian Edwards Deming, para quem “não se gerencia o que não se mede; não se define o que não se entende; não há sucesso no que não se gerencia”, destacou Loureiro.

Pioneirismo e inovação
Nesse aspecto, Brizola aproveitou os melhores quadros científicos da época, impulsionando a profissão ao criar, em 1958, o Gabinete de Administração e Planejamento, o GAP, contando inclusive com técnicos internacionais integrados à gestão. Um ano mais tarde, o governador assina dois decretos criando o Conselho de Desenvolvimento do Estado, e o Instituto de Pesquisas em Administração, “o embrião da CEPA”, definiu.

E dois ilustres administradores destacaram-se nessa construção, o então reitor da UFRGS, o médico Eliseu Dambrós Paglioli, pioneiro em neurocirurgia no país, ex-ministro da Saúde no governo João Goulart e prefeito interino de Porto Alegre, ao lado do economista Pery Pinto Diniz da Silva, na época diretor da Faculdade de Ciências Econômicas, de onde se originou o CEPA. Diniz da Silva veio a ser o primeiro secretário de Administração do Rio Grande do Sul, e um dos idealizadores do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul, o BRDE.

“Com a instituição do CEPA há anos 60 anos atrás, as transformações decorrentes daquela fundação são inúmeras, um legado que está marcado na história da administração gaúcha e brasileira, alavancando uma valorosa construção humana na conquista de um espaço social com credibilidade, baseado na produção conjunta de professores, alunos e funcionários”, destacou Eduardo Loureiro, apontando os estudos que contribuíram para implementar decisões governamentais que resultaram em significativas mudanças estruturais no Estado, além de ser o propulsor da instituição de praticamente todos os cursos de administração no Rio Grande do Sul. O trabalho do CEPA deu base para a criação da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos do Estado, a Fundação de Economia e Estatística e o Conselho Regional de Administração, o CRA-RS, hoje presidido por Claudia Abreu.

O deputado destacou, ainda, a atuação da Frente Parlamentar pela Qualificação da Gestão Pública, recentemente instalada, e que promoveu seminário na Famurs, para orientar e qualificar as gestões municipais.

Precursores
O deputado referiu a atuação do primeiro coordenador, professor Astor Rocca de Barcellos, avô da atual diretora, Márcia Dutra Barcellos, que aproximou a universidade da comunidade através de parcerias com organizações públicas e privadas, executadas por meio de atividades de extensão universitária e prestação de serviços especializados. Deram continuidade ao dinamismo do CEPA outros dirigentes, como Volnei Alves Correa, Gení de Sales Dornelles – que contribuiu com os detalhes históricos da entidade – Luiz Antônio Slongo, Fernando Bins Luce, César Augusto Tejera de Ré, e Márcia Dutra Barcellos.

Ao finalizar, Loureiro disse que “a semente inovadora que inspirou a fundação do CEPA foi fecunda nestas seis décadas de trabalho pelo aperfeiçoamento da gestão pública, o fortalecimento das organizações privadas, na capacitação de profissionais e na excelência acadêmica”. Reiterou o compromisso em apoiar a pesquisa em todos os níveis, diante das dificuldades atualmente impostas.

Nas comemorações dos 60 anos do CEPA, até outubro estão agendados diversos eventos gratuitos e abertos ao público, como a palestra já realizada pelo administrador Nelson Eggers, presidente da Bebidas Fruki e vice-presidente regional da FIERGS, do auditor Flávio Abreu e o superintendente-executivo da Unimed, Glauco Chagas, que abordaram a convergência entre prática e teoria no exercício da profissão nos dias atuais.

Apartes
Do plenário, manifestaram-se as deputadas Sofia Cavedon (PT), Luciana Genro (PSOL) e Juliana Brizola (PDT); e os deputados Dalciso Oliveira (PSB); Paparico Bachi (PL); e Tiago Simon (MDB).

 
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