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01/08/2019

Uma  peça fundamental na implantação da Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (RCC) acaba de chegar ao Distrito Industrial Jorge Lanner, em Canoas. O maquinário, que começa a operar no final de agosto, é uma espécie de peneira rotativa, responsável por fazer a triagem mecânica dos resíduos recebidos na usina. “A chegada do trommel, como é chamada essa máquina, representa um avanço no nosso objetivo de tornar Canoas cada vez mais sustentável e comprometida com o meio ambiente, pois é ele que faz a separação dos materiais recolhidos no trabalho de limpeza urbana”, explica o prefeito, Luiz Carlos Busato.

Ao entrar em funcionamento, o trommel irá processar cerca de 15 mil toneladas de caliça por mês, gerando matéria-prima para diversos reparos pela cidade, como base para pavimentos, drenagens, calçamentos e cascalhamento de vias não pavimentadas. “Desse montante, 90% será reaproveitado em obras de Canoas. Além da economia, estamos transformando toda uma cadeia produtiva com esse trabalho de reciclagem, que é pioneiro no Rio Grande do Sul e ainda vai gerar empregos”, revela Busato.

Sinal verde para reciclagem

A instalação da usina, que será a maior recicladora de RCC do Brasil, está em andamento, mas já faz a segregação e triagem parcial dos resíduos recebidos, além do beneficiamento de passivo. A área passa por terraplanagem, arruamento e pela construção do conjunto administrativo, onde estão sendo montados equipamentos como o trommel, que faz o pré-peneiramento dos resíduos. Segundo a SBR – empresa que venceu licitação para construir a usina em Canoas –, o trommel representa o início do trabalho mais completo de reciclagem, pois ele recebe todo o material e faz a separação, retirando a terra e outras partículas finas.

A licitada já opera de maneira semelhante na cidade de Jundiaí, em São Paulo, onde a usina mudou drasticamente o cenário de limpeza urbana da região. Antes da chegada da SBR, o município paulista contava com 1.037 pontos de descarte irregular de lixo, que foram reduzidos a pouco mais de 30 com o trabalho de reciclagem de RCC. “Esse modelo bem-sucedido nos traz ainda mais confiança de que essa iniciativa vai resolver um dos maiores desafios que encontramos ao assumir a gestão de Canoas: o descarte incorreto de lixo”, completa o chefe do executivo municipal.

Todos podem colaborar

Desde o início de 2017, Canoas recebe semanalmente Mutirões de Limpeza, que agora ganham um reforço de peso: o reaproveitamento de tudo o que é coletado pelas ruas. A partir disso, o que antes não teria mais serventia, como os materiais descartados depois de uma obra ou demolição, em breve se transformará em recursos para serem investidos na cidade, como areia, brita e pedra.

Para facilitar a destinação correta desses materiais, a Prefeitura revitalizou 20 locais que costumavam ser alvo de descarte ilegal de lixo, e criou Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde qualquer pessoa pode depositar, sem custo algum, resíduos como sobras de reformas ou obras de até 2m³. Alguns exemplos são tijolos, concreto, blocos de cerâmica, rochas, azulejos, madeiras, compensados, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, tubulações e fiação elétrica.

Já os Ecopontos, distribuídos por todos os quadrantes de Canoas, seguem recebendo materiais como papel, plástico, metais e papelão, e estão sendo administrados pela própria SBR. A estrutura agora também conta com oito fiscais, que se deslocam em motocicletas e percorrem, cada um, cerca de 30 km por dia para combater o descarte irregular de lixo na cidade.

Assessoria de Comunicação

 
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