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03/09/2021

A  conquista do status de área livre de febre aftosa sem vacinação pelo Rio Grande do Sul, em maio de 2021, também serviu para aproximar o campo gaúcho do catarinense. Prova disso foi a inscrição de 237 exemplares de Santa Catarina, entre bovinos, ovinos, equinos e caprinos na 44ª Expointer.

No primeiro dia da entrada dos animais no Parque de Exposições Assis Brasil, segunda-feira (30/8), chegaram bovinos de Urupema (SC). O momento foi classificado como histórico pela fiscal estadual agropecuária Brunelle Weber Chaves porque, por mais de 20 anos, a condição sanitária da febre aftosa, que diferenciava os dois Estados, afastou a presença de animais de fazendas catarinenses da exposição gaúcha.

“Compartilhamos do mesmo sentimento, de orgulho frente a nossa conquista. Após muitos anos, presenciar a participação de animais oriundos de Santa Catarina realmente enaltece o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul”, destacou Brunelle, da equipe da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

"A presença dos animais de Santa Catarina e Paraná mostra a força da nova condição sanitária, que abriu as fronteiras e elevou o patamar da pecuária gaúcha", afirma a secretária Silvana Covatti.

Ainda no primeiro dia de entrada dos animais no parque Assis Brasil, depois da chegada dos angus de Urupema, entraram 13 bovinos da fazenda Mãe Rainha, de Lages. O pecuarista Edson Colombo trouxe para a exposição quatro exemplares hereford, um brangus, seis braford e dois terneiros de quatro meses, sendo um braford e um hereford.

“Para nós, catarinenses, é uma honra muito grande poder participar da feira agropecuária mais importante da América Latina”, afirma Colombo.

O fato de Santa Catarina não vacinar os animais contra febre aftosa desde 2000 impedia o retorno de bovinos e ovinos ao Estado depois de cruzar a divisa com o Rio Grande do Sul. “Então o fato de agora podermos voltar para Santa Catarina depois da feira, trocar mais genética, mostra a ascensão deste status de livre de febre aftosa tão importante para o Brasil”, destaca.

Santa Catarina garantiu em 2007 o status sanitário de livre de aftosa sem vacinação, mas desde 2000 a vacinação no Estado tinha sido suspensa. “A participação de expositores catarinenses demonstra a confiança dos produtores e dos criadores de Santa Catarina na segurança sanitária do Rio Grande do Sul. Vai além do reconhecimento de uma organização mundial, é o reconhecimento das nossas cadeias produtivas e do serviço oficial. Se os expositores estão vindo para cá é porque se sentem seguros e confiam no trabalho que a gente está fazendo”, afirma o comissário da feira, médico-veterinário Paulo Coelho de Souza.

Além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia e partes de Amazonas e Mato Grosso também foram reconhecidos internacionalmente como zona livre de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).


 
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