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26/08/2021

Com  previsão de La Niña a partir de novembro e seus prováveis efeitos sobre a produtividade agrícola, cresce a preocupação dos agricultores familiares com a demora do governo estadual em adotar ações concretas e antecipadas de enfrentamento de estiagens no Rio Grande do Sul. A perspectiva de chuvas abaixo da média ronda especialmente os produtores de milho e soja, mas, dependendo da sua força, castiga a todas atividades.

Em 24 de agosto se completam seis meses que na condição de presidente da Frente da Agropecuária Gaúcha da Assembleia Legislativa e integrante da Comissão de Agricultura solicitei ao governador Eduardo Leite a criação de um programa de estado neste sentido até o plantio da safra 2021-2022. Não queremos assistir a repetição dos problemas causados pela escassez de água. Nestas situações, perde o campo, perde a cidade, perde o comércio já que a renda da agricultura pulveriza tudo ao redor.

Neste encontro com o governador, juntamente com o presidente da Comissão de Agricultura, Adolfo Brito, entreguei o relatório da Subcomissão de Irrigação elaborado pelo nosso mandato em agosto do ano passado e contendo contribuições de 20 entidades. O governador manifestou interesse em criar uma política de estado, mas até agora nada aconteceu.

Reafirmo: Precisamos de um programa agressivo e eficaz, com previsão de subsídios para pequenos e médios produtores investirem, não podemos chegar a mais um verão sem perspectivas reais. Somente assim, será possível minimizar os constantes prejuízos de agricultores e do próprio Estado. Todos sabemos, o desenvolvimento econômico estadual está diretamente ligado ao desempenho da agropecuária.

É preciso agir, já!

 
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