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09/08/2021

Na  medida em que a pandemia da Covid- 19 desacelera, por conta da vacinação, surge aos nossos olhos outro problema de grande dimensão: a demanda reprimida de consultas médicas e de cirurgias, que foram deixadas de lado para focar no urgente atendimento aos infectados pelo vírus. Assim como o mundo não estava preparado para combater esta doença desconhecida quando ela surgiu, ainda não sabemos como enfrentar este gigantesco déficit na saúde. Mais de um milhão de cirurgias eletivas adiadas no Brasil em 2020 — queda de 59,8% em relação a 2019, 200 mil diagnósticos de câncer represados no país e queda de 70% no número de procedimentos cirúrgicos no Rio Grande do Sul. Estes são exemplos da realidade que nos impõe uma urgência: o planejamento e a organização de uma política pública para evitarmos prejuízos ainda maiores.

Desde o início deste ano a Assembleia Legislativa tem trabalhado neste sentido, no de entender os principais prejuízos deste período, e procurar saídas para a retomada da vida no pós-pandemia. Na última semana, apresentamos o levantamento focado nos impactos da pandemia na saúde: na percepção dos gaúchos, a crise sanitária mostrou e potencializou a fragilidade da estrutura de saúde disponível no SUS no estado. O relatório também aponta que a população está preocupada com as demandas reprimidas e com o tratamento das sequelas deixadas pelo Coronavírus —sejam elas físicas ou mentais.

Como representantes da população, é nosso dever participar do processo de superação. Diante disso, e a partir dos números recolhidos, demandamos ao Governo do Estado a elaboração de um programa para ampliar o atendimento médico e hospitalar para reduzirmos a fila de espera e, com isto, salvarmos vidas. Sugerimos, inclusive, que o Executivo utilize parte dos recursos da privatização da CEEE-T para que seja feito um grande mutirão na rede hospitalar gaúcha e que, dentro do possível, esta demanda seja zerada até o final do ano.

Acreditamos que este déficit precisa ser enfrentado e rapidamente resolvido, assim como o do atraso na educação das nossas crianças e da desigualdade social que se agravou nos últimos tempos. Este é um desafio de todos: governantes, parlamentares, sociedade civil organizada e população. Temos que nos unir, do contrário, os efeitos da Covid vão continuar atuando por muito tempo, mesmo depois que a doença for completamente contida através da vacinação em massa.



 
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