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20/05/2021

O  Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) comemora, neste 20 de maio, 90 anos de existência e de luta por melhores condições de trabalho e de atuação dos médicos. O mesmo espírito que norteou o grupo de profissionais, em 1931, que tinha como objetivo mobilizar a categoria, o que foi sacramentado um ano depois ainda na década de 30, segue permeando as equipes que se dedicam incansavelmente para ampliar as conquistas da categoria. Apesar das mudanças e dos desafios ao longo dos anos, nove décadas se passaram, mas as pautas seguem a essência da luta da entidade: respeito ao Ato Médico, Valorização, Autonomia e Condições de Trabalho e Segurança adequadas.

Em função das comemorações alusivas ao aniversário da entidade, diversas atividades estão sendo realizadas nesta semana. Na segunda-feira (17/5), a Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA) homenageou o sindicato pelos 90 anos. Também lembraram a data os legislativos municipais de Cruz Alta, Torres e Canoas. O senador Lasier Martins fez pedido de Aplauso no Senado e o deputado estadual Dr. Thiago Duarte também encaminhou honraria à entidade, na Assembleia do Estado. Estão previstas 20 ações de homenagens em Legislativos e Executivos do RS. Nesta quarta-feira (19/5), houve transmissão, ao vivo, do Programa Repórter Bandeirantes, da Rede Band, na sede da entidade, contando com a presença da diretoria e autoridades.

Eventos - Nos eventos que marcam os 90 anos do Simers, o presidente da entidade, Marcelo Matias, lamentou o impacto da pandemia, sobretudo em relação à perda dos colegas que estavam atuando na linha de frente, mas destacou o apoio das instituições públicas no combate à Covid-19. "O pesar nesse momento é o fato de não contarmos agora com o número de médicos e que contávamos no início da pandemia, considerando que muitos deram a sua vida lutando e atendendo seus pacientes, fato que em grande parte mostra como é o cotidiano da categoria médica: Defender a vida e a saúde da população", destacou o dirigente.

O presidente do Simers enalteceu o trabalho que vem sendo realizado. “Junto com uma equipe que é de uma abnegação e uma qualidade ímpar, ter sido eleito para estar nesse momento à frente do sindicato, me envaidece muito. É uma vaidade não num sentido de orgulho, do pecado capital, mas no sentido de ter a convicção da importância do trabalho que estabelecemos e do quanto devemos à categoria médica pela possibilidade que ela nos facultou", ressaltou.

Marcelo Matias agradeceu ao prefeito Sebastião Melo e ao secretário municipal de Saúde, Mauro Sparta, pela mobilização para a vacinação dos médicos. Ele também saudou o presidente da Câmara Municipal, Márcio Bins Ely, parlamentares de diferentes esferas, lideranças políticas e instituições pelas mensagens realizadas à entidade médica pela passagem dos 90 anos.

"O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul é um dos sindicatos de maior interação com a sua cidade, com o seu estado e grandes contribuições ao longo de quase cem anos. Especialmente agora na pandemia tem sido um parceiro incansável da cidade de Porto Alegre”, observou o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. “Temos que agradecer e reconhecer aqueles que têm colocado as suas vidas em risco para salvar vidas e quero estender em nome do Marcelo, a toda a diretoria e todos os médicos e médicas do Rio Grande do Sul, muito obrigado por essa parceria", disse o chefe do Executivo Municipal.

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Márcio Bins Ely, parabenizou a entidade e também tudo o que ela representa na Medicina no Rio Grande do Sul, sendo uma referência nacional e internacional. Venho de uma família de médicos, de cirurgiões plásticos e sei da importância que tecnologia agregada à Medicina vem fazendo em favor da sociedade, trazendo longevidade e qualidade de vida às pessoas. Fica o nosso abraço efusivo, em nome do presidente Marcelo Matias e a todos aqueles que de uma forma ou de outra contribuíram com esses 90 anos, fazendo a diferença em favor da saúde. Um grande abraço, parabéns e vida longa ao Simers", observou Bins Ely.

Já o vice-presidente do Simers, Marcos Rovinski, manifestou sentir-se honrado de trabalhar com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde, sobretudo do dr. Mauro Sparta. "Sempre tivemos a porta aberta. É muito bom conversar com colega pois há compreensão para nossas pautas. O que notamos ao longo dos tempos é que fomos bem atendidos, sentimos solidariedade. É esse o sentimento que está permeando todas as relações: a solidariedade. É isso que estamos sentindo neste momento de pandemia e de desemprego. Aqui na vacinação foi um exemplo, a maneira como os nosso colegas foram tratados e as doações de alimentos por médicos e população em geral. E a empatia de todos os servidores foi a realidade no Simers e nos postos de saúde”, ressaltou.

Honraria - O secretário Sparta, que é associado ao Simers, desde 1994, agradeceu a honraria. "Tive oportunidade de usar muitas vezes os serviços do sindicato. O Simers começou no início do governo Vargas, foi um período de um novo movimento, de um presidente jovem, vigoroso, fazendo com que o país tivesse transformações. Ele foi um grande líder. Tinham muitos médicos que eram ligados a Getúlio, eram lideranças importantes. Oscar Pereira, irmão de Pereira Filho, que deu nome ao pavilhão. Na época, o dr. Manuel Pereira Filho foi um cargo semelhante a ministro e Oscar Pereira que era irmão foi aqui", relembrou Sparta.

Na época, na década de 30, ainda não havia clara regulamentação de normas trabalhistas, a exemplo da CLT, que é da década posterior (40), complementou dr. Rovinski. "Gostaria de chamar atenção para algo importante: o sindicato foi fundado em uma época de uma filosofia positivista e autorizava pessoas sem formação acadêmica a exercer a Medicina. Isso fez com que criassem o Simers para defender a classe. A lei federal de 1932 obrigava a formação acadêmica, o ingresso em uma faculdade de Medicina e, em casos de médicos estrangeiros, a realização do Revalida", ressaltou, ao salientar que os projetos de lei que tramitam no Congresso que visam a alterar a comprovação acadêmica para médicos formados no exterior é um retrocesso.

Também participaram do programa a diretora-geral Regional, Alessandra Felicetti, a diretora do Núcleo de Obstetrícia, Márcia Barbosa, o diretor de Projetos Especiais, Vinícius de Souza, e também o deputado estadual Thiago Duarte, que atualmente está à frente da CPI dos Medicamentos na Assembleia Legislativa.


 
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