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10/04/2021

O objetivo dos governos  é um só: promover a melhoria da vida das pessoas. Não importa o partido, a ideologia, a profissão, os governantes querem o bem comum, deixando no futuro uma cidade que orgulhe a todos. Em geral, no início os governantes têm uma “lua de mel” com a sociedade, que dá um tempo para o novo gestor mostrar a que veio. Tal regra não cabe neste momento por causa da pandemia e da superlotação de leitos, contudo isso não é desculpa para que não cumpramos o nosso dever.

Numa época em que os recursos estão escassos por causa da crise sanitária, as mudanças devem começar com a forma de agir. Não é possível dar espaço ao autoritarismo. Precisamos estabelecer uma era de diálogo. Com a adesão dos servidores, a partir de muita conversa, precisamos derrubar as ‘paredes mentais’ que separam os setores, e, com isso, aumentar a velocidade para levar soluções aos cidadãos. Esta relação de
boa convivência dentro da estrutura das prefeituras é o primeiro passo para estabelecer uma relação empática e produtiva com a cidade. As pessoas querem entender e participar. E isso se faz através de canais de transparência com todos os setores sociais e com uma rotina de diálogo permanente.

Outra palavra-chave é fazer. A cidade precisa de planejamento e soluções para longo prazo, mas o cidadão tem pressa. Os gestores precisam ter soluções para os problemas mais imediatos. Este fazer requer garantir a liberdade como princípio básico, a inovação como instrumento transversal em busca de soluções e, sobretudo, a zeladoria com os pequenos problemas que afligem as pessoas no dia a dia. A lâmpada queimada no poste, a grama alta da praça, a agenda demasiadamente demorada nos postos de saúde fazem parte do rol das necessidades urgentes que as pessoas precisam. Obviamente que as grandes obras são importantes e necessárias, mas não podemos esquecer, como gestores, que somos responsáveis por todos os habitantes, tenham eles votado em nós ou não.

Jamais deixaremos o contribuinte sem resposta, seja ela positiva ou não. O melhor argumento, mesmo quando não for possível dizer sim a certa demanda, é a verdade. Os canais de interação não podem ter um fim em si mesmos e as estruturas não podem se limitar ao mínimo. A transparência e o diálogo não são favores que prestamos: são obrigação. Estamos enfrentando uma das maiores crises da humanidade e precisamos avaliar, com a participação mais ampla possível, o que aprendemos e o que podemos fazer para que a vida de todos seja melhor. E isso não se faz sentado no gabinete, de forma isolada, mas na rua, olhando nos olhos daqueles que confiaram que podemos fazer a diferença para melhorar a vida de todos e todas.

SEBASTIÃO MELO
Prefeito de Porto Alegre


Foto: Mateus Raugust

 
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