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Venâncio Aires
 



 
  
 
 
27/07/2020


Em  reunião virtual realizada nesta sexta-feira (24), entidades do comércio e serviços solicitaram à coordenadora do Comitê de Análise de Dados do governo do Estado, Leany Lemos, mudanças nas restrições às atividades do setor no sistema de bandeiras de distanciamento social. Organizado pelo deputado estadual Issur Koch (PP), o encontro reuniu representantes do Vale dos Sinos, Região Metropolitana, Serra Gaúcha e Centro. O parlamentar destacou que o principal foco deve ser a preservação da vida a partir da adoção de todos os protocolos indispensáveis ao combate ao coronavírus, mas ressaltou “que é preciso olhar com atenção para os efeitos para a geração de emprego, os negócios e a economia causados pelo distanciamento”.

De acordo com Leany, após reunião esta semana com a Famurs, o governo estuda a possibilidade de ampliar a participação dos municípios na gestão do modelo de Distanciamento Controlado. “Isso será feito com cada prefeitura, que deverá determinar qual setor poderá ou não ter um relaxamento das restrições, de acordo com base em estudos técnicos e indicadores de isolamento social”, destacou. A ideia, explicou, é avaliar a alteração em parceria com as prefeituras para que as regiões possam sugerir ajustes, observando as especificidades e os dados em nível local.

Para as entidades, o atual sistema está asfixiando a economia do Estado. Com a projeção de mais dois meses de restrições até a situação se normalizar, haverá uma quebradeira no setor. “O lojista não essencial não vai suportar mais dois meses fechado”, advertiu o presidente do Sindilojas NH, Remi Schaeffler. Marco Kirsch, da ACI-NH, Campo e Estância Velha focou na questão do emprego. “O nível de emprego no RS hoje equivale a 15 vezes os postos de trabalho da empresa Tramontina, o que é um impacto gigantesco para o Estado, a economia e o futuro social do Rio Grande do Sul”, alertou.

Ele também questionou a secretária sobre reunião anterior em que sugeriu um estudo mais profundo a respeito das medidas adotadas por Lajeado, no Vale do Taquari, para observação dos resultados positivos após uso dos protocolos preventivos estipulados pelo Ministério da Saúde. Na Serra, 10% dos trabalhadores perderam seus empregos, relataram a CIC Caxias do Sul e o secretário municipal da Saúde, Jorge Olavo Hahn Castro.

LAJEADO
Issur Koch relatou que esteve ontem em Lajeado, quando reuniu-se com o prefeito Marcelo Calmo e o secretário da Saúde, Claudio Klein, para conhecer a experiência do município na área. O deputado também propôs a abertura do comércio com a adoção de novos percentuais de funcionários de acordo com a bandeira. “Em caso de bandeira vermelha, as lojas só poderiam abrir com 25% do pessoal; na laranja, com 50%. Tudo isso, obviamente, respeitando todos os aspectos de distanciamento e higienização”, finalizou.

A reunião virtual teve a participação da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, CDL Novo Hamburgo, Sindilojas, CICS Portão, CICS Serra, CIC Caxias, CIC Santa Maria e Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo.

 
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