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Venâncio Aires
 



 
  
 
 
13/01/2020

Na  cidade de Montenegro, a 60 km de Porto Alegre, moradores, empresas e comércio aderiram a uma campanha que contribui com a preservação do meio ambiente. Eles usam uma moeda social, chamada de "Eco Pila", para trocar garrafas PET, papelão e latas de alumínio por dinheiro vivo.

A ideia é da Associação do Comércio e da Indústria (ACI) de Montenegro e Pareci Novo para envolver os moradores nas questões ambientais.

"O comércio e a indústria também têm responsabilidade sobre o destino dos seus materiais. Muitas vezes a gente pensa que está mandando [o material descartado] na coleta seletiva, mas não sabe onde está chegando, e aqui, com o Eco Pila, a gente sabe exatamente para onde está indo cada resíduo. A gente sabe que nada se perde", afirma a gestora ambiental Maria Helena da Rocha.

O ciclo é relativamente simples. Uma equipe recolhe e pesa o material levado pelos moradores na Praça Rui Barbosa, Centro de Montenegro. Os Eco Pilas recebidos podem ser usados nas empresas cadastradas no sistema da ACI. Depois, essas empresas trocam a moeda social por reais na assessoria ambiental de Montenegro, que irá reiniciar o ciclo.

O nome da moeda, baseado na gíria que os gaúchos usam para se referir a dinheiro, equivale ao peso do material reciclável. Um quilo de latinhas, por exemplo, equivale a três Eco Pilas. Já um quilo de plástico ou de papel vale R$ 0,20. Para que a cotação seja boa, porém, é preciso separar o lixo e descartar o material corretamente.

"No começo traziam tudo misturado", diz o assistente administrativo Luís Timm. "Com o tempo, a pessoa vai se educando, separando material por matéria, plástico mole do plástico duro, papel do papelão."

Não apenas empresas e comércio aderiram à iniciativa. Crianças aprendem e se divertem com o mercado informal.

"A gente amassa latas e traz para cá. Na maioria das vezes dá R$ 10, de vez em quando chega a R$ 20. Uma vez deu R$ 25, aí a gente guardou para comprar os materiais do ano que vem da escola", afirma Afonso Henrique Haas, de 11 anos.

Outro resultado positivo é o aprendizado sobre a quantidade de resíduos que cada um produz. Com esta noção, cada pessoas aprende a reduzir o consumo e a necessidade de reciclar.

"O que tem de plástico! Hoje a gente nota isso. 'Se fosse dinheiro!', a gente sempre brincava. Agora é", diverte-se a auxiliar administrativa Carina Mota.

O negócio com jeito de brincadeira serve para preparar os mais jovens na educação ambiental. A família do corretor de imóveis Alexandre Melo se engajou na causa.

"É para elas [crianças]. Todo Eco Pila que a gente junta é para vocês depois", comenta, dirigindo-se aos pequenos.

"Eu não sei exatamente quanto tem agora. Mas a gente já usou no cinema, uns 200 Eco Pilas. Tudo que dá pra usar a gente acaba usando", completa Isabela Nunes Melo, de 17 anos.

As empresas que ainda não estão cadastradas podem procurar a ACI para aderir à iniciativa. Do valor total recebido, 10% retorna ao Núcleo Socioambiental para ser usado em ações socioambientais e de sustentabilidade.


 
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