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02/01/2019

Vivemos,  em 2018, uma das mais acirradas disputas eleitorais da recente história brasileira. Foi a campanha das animosidades, do extremismo. Ânimos exacerbados, grande profusão de notícias falsas, trocas de acusações e até amizades rompidas. Aconteceu assim em todos os estados. No Rio Grande do Sul não foi diferente. Agora, porém, é chegada a hora de deixarmos de lado as paixões, de aceitarmos os resultados das urnas, mesmo os resultados que não contemplaram as nossas convicções pessoais.

O momento é de razão e de coerência.
Consagrado legitimamente pelo voto, o governador eleito Eduardo Leite tem pela frente grandes desafios, e a maioria desses obstáculos passa pelo problema central que assolou as últimas administrações: muitas contas, poucos recursos. Se a solução fosse simples, se dependesse somente de boa vontade, certamente este descompasso já teria sido afinado há muito tempo, pois de certo não houve governador que não tenha desejado entregar ao seu sucessor uma administração em boas condições.

Que não se espere uma bala de prata, uma recuperação fenomênica; não existe uma fórmula mágica. Para um futuro imediato, aguarda-nos a continuidade de remédios já experimentados: enxugamento da máquina pública, negociação de ativos, privatizações e, claro, revisão de impostos. Não duvido que o Executivo instalado no Palácio Piratini a partir da virada do ano contará com toda a boa vontade política dos 55 deputados estaduais, sobretudo daqueles que compuseram a base do governador Sartori.

Afinal, não são projetos antagônicos e seria incoerente rejeitá-los por si, sob a motivação do revanchismo político. No caso das alíquotas tributárias, entretanto, é natural que eu me posicione ao lado do setor produtivo. Não por uma mera postura oposicionista, mas por coerência à minha própria trajetória pública. Sou deputado estadual há quatro mandatos e tive a honra de ser conduzido, agora, ao quinto. Neste período, jamais votei a favor do aumento de impostos e é assim que me manterei.

 
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