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02/01/2019

       Em sessão solene realizada na tarde desta terça-feira (1º), no Plenário 20 de Setembro da Assembleia Legislativa, ocorreu o compromisso constitucional e posse do governador Eduardo Leite (PSDB) e do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior (PTB). A posse do governador e de seu vice é atribuição exclusiva do Parlamento gaúcho, prevista no artigo 53 da Constituição Estadual. A transmissão do cargo ocorreu logo após, no Palácio Piratini.

O presidente do Legislativo estadual, deputado Marlon Santos (PDT), fez a abertura da sessão e, imediatamente, na sequência, suspendeu os trabalhos para que os líderes de bancada e partidários o acompanhassem à sala da Presidência, retornando com o futuro governador e seu vice, que lá aguardavam.

Com as galerias e plenário lotados, o presidente Marlon reabriu a sessão, agradecendo a presença de todos. Seguindo o rito, após a execução do hino nacional, Eduardo Leite proferiu o compromisso constitucional: "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis e patrocinar o bem comum do povo rio-grandense". Após, o 1º Secretário da Mesa Diretiva, deputado Edson Brum (MDB), fez a leitura do termo de posse. Em seguida, Leite assinou o termo de posse, tornando-se o novo governador rio-grandense. O mesmo rito foi seguido para o vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior.

Presidente da AL saúda novo governador
Em seguida, o presidente da Assembleia Legislativa proferiu seu discurso de saudação aos novos governantes. Marlon Santos disse da honra do Parlamento em receber autoridades e seus familiares. “Esta sessão é uma festa constitucional, e a mensagem que deixo é que o Estado está cansado de bravatas ou aventuras. Vimos, no espaço entre o resultado das eleições e este dia, um comportamento exemplar do governador eleito e seu vice. Atos de bom caratismo, que queremos crer, prosseguirão. E nosso desejo é que aquilo de bom realizado pelos governantes anteriores seja considerado, que as coisas boas migrem para esta futura administração e que pontos negativos sirvam de exemplo para que não ocorram outra vez”, considerou.

Apelou para que os eleitos olhem com carinho e bom sentimento para o povo que os escolheram e alertou, aos críticos, “que não joguem toda a responsabilidade sobre o governador e seu vice. Cada um deve fazer a sua parte. Todos nós. Cada poder, cada cidadão, e não apenas os que dirigem, são responsáveis”, sublinhou. De outra parte, afirmou que esta legislatura que se encerra foi parceira do Executivo na construção de soluções para o Estado. “Por certo, a próxima seguirá este caminho. Só assim reergueremos o Rio Grande”, apontou.

Discurso de Eduardo Leite
Em seu primeiro discurso como novo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite afirmou que a posse não era de um novo governo, mas sim “de um novo futuro para o Rio Grande”, ressaltando ter a clara noção “das dificuldades que estão pela frente. No entanto, como os que construíram nossa história, atuaremos com coragem e ousadia”. Segundo ele, há uma mudança em andamento no mundo e “precisamos acompanhar a velocidade destas transformações. Cabe a nós, eleitos, no Estado e no país, determinarmos o ritmo dos acontecimentos”, frisou.

Neste novo tempo, agregou, “devemos ter novos olhares para enfrentar estas mudanças e, se necessário, vamos ter que readaptar o modo de atuar”, previu. “Vamos romper com os velhos modelos. Ou damos, de fato, posse ao novo futuro, ou ficaremos à merce do passado”, advertiu Leite. O novo governador disse crer em uma nova equação política a ser consolidada no Estado, “a do bem comum que transforme e melhora a vida de todos. Esta nova forma deve ocopar o espaço da disputa estéril, que só desgasta. Vamos trabalhar pelo consenso estratégico, uma vez que temos muito em comum. A força dos gaúchos, de empreender, de crescer, está sendo desperdiçada há anos. Devemos recanalizar esta energia para crescer e construir um Estado para toda a sociedade”, pregou, acrescentando que as pautas devem ser de Estado, não individuais. O Rio Grande é muito maior que as diferenças”, acrescentou.

Para ele, a ideia não é suprimir ou anular estas diferenças, “mas sim convergir para o interesse comum. A vitória deve ser sempre coletiva”, completou. Ainda segundo Leite, a sua eleição não é uma premiação, mas um contrato de compromissos assumidos. “Para o êxito, porém, todos devem estar irmanados em busca da união para que saiamos da crise”, disse, citando que o Estado tem dívidas que chegam aos R$ 100 bilhões. Garantiu que reformas de impacto serão colocadas em prática. “Não vamos ignorar a difícil realidade; vamos enfrentá-la”, reafirmou, destacando a atenção especialíssima a ser dada à educação, como forma de reerguer o Rio Grande do Sul. “E não vamos resolver a situação com discursos bonitos, mas com ações efetivas e reformas estruturantes”, assegurou.

A sessão solene foi encerrada com o Hino Rio-Grandense, executado pela banda da Brigada Militar. Após, o presidente Marlon solicitou que o 1º secretário, deputado Edson Brum, representando a Assembleia, acompanhasse o governador e o vice até a saída principal do Parlamento. Ali, eles eram aguardados pelos chefes da Casa Militar e do Cerimonial do Palácio Piratini, que os acompanharam até a sede do Executivo, onde foi realizada a transmissão do cargo.

Presenças
Entre as autoridades presentes, estiveram o presidente do Tribunal de Justiça do RS, desembargador Carlos Eduardo Duro; o procurador-geral de Justiça do Estado, Fabiano Dallazen; o defensor público-geral, Cristiano Vieira Heerdt; o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior, e o vice, Gustavo Paim; prefeitos e outras autoridades civis, militares e religiosas.

 
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