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02/10/2018



A  disputa eleitoral promete ser acirrada, com renovação expressiva, e tem, nas redes sociais, o principal cenário. Cabe-nos ter esperança: é na economia e no setor privado que está o futuro do Brasil, mas é na política que são tomadas as decisões. Daí a importância de elegermos bem presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais.
A praça pública do passado, onde eram travadas as grandes discussões eleitorais, mudou de local e, hoje, os debates concentram-se quase que totalmente no meio digital. A vitória nas urnas, além do currículo e da decência do candidato, depende dele construir e saber transmitir uma mensagem que toque a sensibilidade popular. A campanha é curta e sem dinheiro. A arrecadação para financiá-la pode ser feita por meio da velha vaquinha, agora na forma virtual. Historicamente, o eleitor não é afeto às doações. Eleições anteriores comprovam que a maior parte dos recursos contabilizados e apresentados à Justiça Eleitoral era proveniente do próprio partido, candidato ou empresas privadas, atualmente proibidas de fazerem doações.
Neste pleito há uma infinidade de novos partidos e siglas. Velhas lutas como emprego e renda somam-se a candidatos com ficha limpa. As pesquisas demonstram que nomes conhecidos são os que despontam e ainda são os mais lembrados. E mais do que os percentuais de votos que alguns candidatos têm nas pesquisas, chama-nos a atenção a rejeição em alguns casos e a possibilidade de aumento dos índices de votos nulos, voto em branco e abstenção. Nomes conhecidos, bem divulgados, têm preferência, mas o que decide a eleição é a pessoa do candidato e o contato direto com o eleitor e os apoiadores. A consciência do eleitor é baixa. Há repulsa e indignação a candidatos envolvidos em falcatruas.
Muito além dos candidatos, o eleitor pergunta sobre emprego, previdência social e sobre o futuro. Temos pela frente anos que exigem crescimento. As eleições de 2018 não resolverão os nossos problemas e podem até agravá-los, a depender do presidente eleito e do seu apoio parlamentar. É preciso diminuir o Estado a todo custo e escolher os melhores legislativos. Não há salvador ou salvadores da Pátria, mas o Brasil necessita de líderes e de instituições. E, principalmente, de um eleitor que leve ao poder quem tenha visão de Estado sustentando os valores da decência e da democracia.

 
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