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14/09/2018



Em  que pese a complexidade e especificidade da administração hospitalar, assim como cada ramo de negócios tem a sua especificidade de gestão governamental, variando conforme a regulação de cada negócio, o pano de fundo que dá sustentabilidade a uma organização social lastreia-se, no meu ponto de vista, num eficiente Planejamento Estratégico.
De uma forma mais objetiva, de nada adianta ter um bom planejamento estratégico se esse não vier acompanhado de um eficiente plano de comunicação voltado para os colaboradores (empregados), que o assimile e o adote como hábito e dogma da empresa (no caso em apreço, do Hospital). Mas isso ainda não basta para o alcance dos resultados esperados. É preciso ainda que haja um constante monitoramento e cobrança de resultados pretendidos e projetados.
Uma efetiva Gestão por Resultados, que é a premissa adotada pela ABSM, lastreia-se na busca constante do atingimento e alcance dos princípios da legalidade, probidade administrativa, eficiência, eficácia e satisfação de nossos clientes. E para alcançar o cumprimento desses princípios e valores, apostamos na fórmula conhecida como “Diagrama de Pareto”, através do qual procuramos diagnosticar quais os 20% de esforço que deveremos empreender para obter 80% de melhoria de nossos processos que se traduzirão no resultado esperado.
Ainda segundo essa fórmula, constata-se que em uma organização, 80% dos problemas podem estar ligados a apenas 20% das causadoras desses problemas. Isso quer dizer que, focando esses 1/5 das causas potenciais, 80% de todos os nossos problemas tenderiam a ser resolvidos.
A Gestão por Resultados ora apregoada, já chegou às administrações hospitalares. Foi-se o tempo em que os hospitais eram administrados por organizações religiosas, pautadas apenas pela caridade e religiosidade das congregações religiosas e entidades assistenciais. Esses valores devem sim continuar perpetuando as administrações hospitalares, pois sem amor ao próximo, os hospitais não sobrevivem. Contudo, é preciso bem mais que isso: é preciso profissionalismo, perseverança da gestão, tecnologia de ponta, profissionais qualificados, sistemas de compliance e sustentabilidade financeira. Sem a presença desses requisitos, os hospitais estão fadados ao fechamento.
Não são poucos os hospitais do interior do Estado que, se não forem socorridos mensalmente com recursos públicos dos Municípios, cerram suas portas e forçam os prefeitos à aquisição de ambulâncias para levar os munícipes para Porto Alegre ou hospitais regionais de referência. E por óbvio que nenhum prefeito deseja que o hospital de sua cidade feche em sua gestão. Por outro lado, a melhor alternativa também não é despejar recursos públicos em hospitais locais sem um contrato de gestão com a administração hospitalar. Se esse tema de casa não for feito, haverá uma sangria dos cofres públicos em que o custo da manutenção dos hospitais locais serão amplamente oneroso e pouco resolutivos.
Para evitar esse desperdício de recursos públicos é que existe a figura jurídica do contrato de gestão instituído pela Lei Federal n° 9637 de 15 de maio de 1998, com vistas à celebração de parceria entre o Poder Público e as Organizações Sociais, destinadas à conjugação de esforços para o fomento e execução de atividades relativas à área da saúde, podendo também ser aplicada para outras áreas como as do ensino, da pesquisa científica, do desenvolvimento tecnológico, da proteção e preservação do meio ambiente e da cultura.
Os hospitais que não se adaptarem a essa realidade de parcos recursos públicos e de abandono de benevolências e caridades de voluntários, estarão fadados ao fechamento.

 
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